
André Prando e LuizGa se apresentam no Sesc Glória. Foto: Sesc-ES.
Com o espetáculo acústico “Patuá”, os cantores e compositores circularam por três municípios do Espírito Santo durante o mês de maio
No ano em que o Sesc celebra suas oito décadas de história, as unidades do Sesc Espírito Santo em Vitória, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim foram palco de um encontro entre a valorização da arte autoral, o respeito técnico ao artista e o compromisso com a interiorização da cultura.
Os artistas e compositores André Prando e LuizGa rodaram o estado com o espetáculo “Patuá”, de 6 a 9 de maio. Mais do que uma turnê, a circulação promovida pelo Sesc Espírito Santo funcionou como uma espécie de manifesto sobre a força da canção autoral, produzida através de duas vozes e dois violões.
O projeto, que nasceu de trocas de áudios de WhatsApp entre os dois amigos, ganhou corpo e estrutura para se materializar no Sesc-ES. Em 2025, os cantores estiveram no Centro Cultural Sesc Glória realizando a gravação do álbum “Patuá”. Um ano depois, eles retornaram ao Sesc em uma agenda itinerante de quatro shows pelas unidades de Vitória, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim.
Para André Prando, a parceria representa a oportunidade de realizar um sonho:
“A gente ama tocar em Sesc, proporciona o melhor que nós podemos entregar para o público. Ter a oportunidade de participar da programação do Sesc é tipo um sonho para todo artista”, confessa Prando.
“A gente sempre idealiza um trabalho com várias camadas, produção, cenário, técnica completa, mas a verdade é que é raro conseguir executar. E o Sesc é uma grande possibilidade de realizar isso”, conclui.
Mais do que uma oportunidade de realização, o Sesc se reafirma como instituição apoiadora da classe artística. Para o mineiro LuizGa, celebrar os 80 anos do Sesc é reconhecer uma trajetória de profissionalização da arte no Brasil.
“A verdade é que o Sesc é a instituição cultural mais importante do Brasil. É um lugar que carrega uma responsabilidade histórica de ser guardião de uma postura profissionalizante com a arte e com o artista“, define LuizGa.
Com sete faixas, a apresentação reúne composições autorais e releituras, como “Em Nome de Deus”, de Sérgio Sampaio. Entre os destaques estão “Amuleto”, “Dharma” e “Patuá”. Com temáticas que misturam espiritualidade, a estrada e a criação autoral, as canções exploram influências como o rock, a MPB e o folk.
“A música que dá nome ao espetáculo e ao disco tem muita relação com o que a gente leva e traz da estrada. E o show é a materialização disso“, explica André Prando.
De volta ao Teatro Virgínia Tamanini um ano depois da gravação do disco, LuizGa traça um paralelo entre a versatilidade do artista e os espaços que o Sesc oferece:
“Tem essa coisa do espaço multiuso e a gente também é artista meio multiuso. Eu acho que tem muito a ver com essa capacidade de reinvenção, do artista, da arte”, comenta.
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