
Sesc-ES realiza mutirão de saúde em Aldeia indígena Caieiras Velha, em Aracruz (ES). Foto: Sesc-ES.
Nos dias 16, 17 e 18 de junho, serão realizados exames de mamografia, preventivos e atendimentos odontológicos
O Sesc-ES, em parceria com a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) e a Associação Indígena Tupiniquim e Guarani (AITG), realiza, nos dias 16, 17 e 18 de junho, uma grande ação social voltada à saúde da mulher, atendimento odontológico e educação infantil na Aldeia de Caieiras Velha, em Aracruz (ES).
Ao todo, serão ofertados 120 exames de mamografia e 120 preventivos (exames citopatológicos), divididos em 40 atendimentos diários que já foram previamente agendados. Além disso, a unidade móvel OdontoSesc estará presente realizando atendimentos diários por livre demanda (sem necessidade de agendamento), além de promover ações de educação em saúde para as crianças do território.
Para a Gerente Interina de Saúde do Sesc-ES, Rovana Patrocínio, a ação reforça um pilar central das diretrizes da instituição: a democratização do acesso.
“O Sesc trouxe o Programa Saúde para a aldeia Caieiras Velha, aqui no município de Aracruz, com as Unidades Móveis de Saúde das Mulheres, o OdontoSesc e a Equipe de Educação em Saúde com ações formativas, no intuito de democratizar o acesso a políticas de inclusão aqui para o território indígena de Aracruz”, pontua.

Entre as ações, instituição realizou atividades educativas para crianças. Foto: Sesc-ES.
A iniciativa inédita foi celebrada pela liderança local. O Cacique da Aldeia de Caieiras Velha, Vilmar de Oliveira, ressaltou a importância do trabalho em rede para superar os desafios da região.
“Agradeço a toda a equipe responsável por essa ação, uma iniciativa importantíssima para o nosso território e para a nossa comunidade da Aldeia de Caieiras. Saúde, afinal, é tudo, principalmente considerando os desafios que nós temos enfrentado ao longo dos últimos anos. É um momento em que fortalecemos, através das parcerias, esse atendimento às mulheres e a odontologia, áreas em que temos uma carência muito grande. Nossa comunidade é muito grande, é o maior território, então os desafios são imensos, mas temos aí essas parcerias que são fundamentais para o bem-estar e para a dignidade da nossa comunidade”, destacou o Cacique.

Unidade Móvel OdontoSesc realizou atendimentos na Aldeia de Caieiras Velha. Foto: Sesc-ES
De acordo com Ana Cristina Gennari Bernardes, enfermeira e referência técnica do escritório local da saúde indígena em Aracruz, a chegada das carretas supre uma demanda histórica de espera por exames especializados no município e no estado.
“Sou enfermeira há 13 anos na saúde indígena e a gente percebe como está sendo importante o acesso dessas mulheres aos exames, tanto o preventivo quanto a mamografia. Às vezes o acesso é difícil, a fila no município e no Estado é um pouco demorada. Esta é uma iniciativa inédita; é a primeira vez que uma carreta vem aqui dentro do nosso território realizar esse tipo de ação”, explicou a enfermeira.
Ana Cristina também pontuou um fator cultural importante que o mutirão ajudou a resolver: a privacidade das pacientes.
“Ficamos muito felizes porque muitas mulheres às vezes têm vergonha, não querem colher o preventivo com a enfermeira que é indígena por já a conhecerem, por fazer parte do convívio delas. Então, o mutirão está sendo uma oportunidade para elas coletarem os exames com outras profissionais”.
Unidade Móvel de Saúde das Mulheres realizou mamografias e exames de papanicolau (citopatológico). Foto: Sesc-ES.
Na ponta do atendimento, o sentimento entre as moradoras foi de gratidão pela facilidade de cuidar da saúde sem precisar se deslocar para outras cidades.
“O atendimento foi ótimo, eu gostei e vai me beneficiar muito. Amei, foi maravilhoso. Eu fiz a mamografia em 2023, 2024, mas em 2025 eu não tinha conseguido fazer”, relatou Lucineia Pinto Pereira, de 58 anos.
Para Josenilda Paula Coutinho, de 62 anos, a presença das unidades móveis traz mais conforto e qualidade de vida para a rotina da aldeia.
“Facilitou muito. Muito mesmo. Porque antes a gente tinha que sair daqui para ir a Aracruz ou até para Vitória nos anos anteriores. Mas hoje a gente está bem melhor aqui. Eu espero que vocês venham sempre fazer isso para a gente. O ideal é conseguirmos fazer esses exames de ano em ano”, concluiu a moradora.
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