O primeiro Grande Espetáculo de 2026 no Centro Cultural Sesc Glória trouxe ao palco, no sábado (24), a cantora Roberta Sá, que celebrou seus 20 anos de carreira com o show Tudo Que Cantei Sou. A apresentação teve ingressos esgotados e reuniu mais de 560 pessoas em uma noite marcada por emoção, afeto e musicalidade.
Com um repertório que revisita diferentes fases de sua trajetória, Roberta encantou o público com sucessos como “Pavilhão de Espelhos”, “Eu Sambo Mesmo”, “Devagar”, “Cocada”, “Marejada” e “Amanhã é Sábado”. Entre canções autorais, clássicos e homenagens, a artista construiu uma narrativa afetiva e cheia de nuances.
Um dos pontos altos da noite foi o bloco dedicado a compositoras brasileiras. Nele, Roberta interpretou obras de Teresa Cristina, Rosa Passos e Dora Morelenbaum, abrindo espaço também para um trecho surpreendente de “Vai Malandra”, de Anitta, que fez o público vibrar e cantar junto.
No palco, a artista se apresentou em formato intimista, acompanhada por Alaan Monteiro (bandolim) e Gabriel de Aquino (violão). A configuração enxuta, segundo Roberta, cria proximidade e reforça o clima acolhedor da experiência. “Essa formação proporciona uma relação direta com o público, uma troca muito verdadeira”, destacou.
“Comecei o ano com o pé direito”
Encantada com a energia do público capixaba, Roberta Sá celebrou o reencontro com Vitória.
“Achei maravilhosa a estrutura do teatro, o Sesc Glória é lindo! O público estava quentíssimo! Fico muito contente de estar aqui em Vitória, foi um presente me reencontrar com esse público. Comecei o ano com o pé direito.”
A artista comentou que, por ter visitado pouco a capital capixaba ao longo da carreira, chegou a temer ser esquecida pelo público — receio que rapidamente se dissipou ao ver o teatro lotado.
“Será que o público me esqueceu? Mas o público estava todo aqui, ingressos esgotados, uma coisa maravilhosa! Um encontro incrível, espero que seja o primeiro de muitos!”
A importância do Sesc para a circulação da música brasileira
Em celebração às duas décadas de estrada, Roberta ressalta o papel do Sesc na formação e manutenção da cena cultural brasileira.
“Se não fosse o Sesc, acho que eu não teria tido contato com tantos fãs, em tantos lugares do Brasil. Acho o Sesc de extrema importância pela qualidade dos teatros, pela curadoria, por possibilitar que a gente cante em teatros também, além da rua.”
Ela destacou ainda a democratização do acesso promovida pela Instituição:
“O Sesc contribui muito para que as pessoas possam vir, com um preço que elas podem pagar. Acho isso maravilhoso. Eu amo fazer Sesc!”




