Mostra Aldeia Sesc Ilha do Mel e a programação do CineSesc Glória

CINESESC GLÓRIA E A MOSTRA ALDEIA SESC ILHA DO MEL

Durante a 10ª Mostra Aldeia Sesc Ilha do Mel 2018, o CineSesc Glória terá uma programação especial e exibirá 22 curtas-metragens produzidos no Espírito Santo. A proposta é apresentar ao público um breve panorama da produção audiovisual realizada no estado nos últimos 13 anos.

Entre documentários, ficções e linguagem experimental visitaremos parte do imaginário cultural capixaba, patrimônios ecológicos, desastres ambientais, questões existenciais diante de imagens potentes.

Histórias apresentadas em narrativas ricas, inventivas e surpreendentes.

Importante momento para acesso do público à produção audiovisual realizada em nosso estado.

Todas as sessões abaixo neste período terão entrada franca.

*PROGRAMA 1   I Duração: 68`

Em cartaz: 17 e 23/05 das 18h às 19h

ALÉM DO MAR QUE HÁ ENTRE LÁ E CÁ, de Matheus Costa, Henrique Gaudio, Heitor Riguette, Raphael Brun, Maíra Tristão. Documentário, 22’, Vitória (ES), 2009, Livre. Nadando contra a corrente, a catraia constitui-se num dos mais antigos meios de transporte entre a capital e a cidade de Vila Velha. Em plena ‘cultura do automóvel’, surpreende que existam pessoas que preferem “o remo à roda”. No entanto, é isso que percebemos quando olhamos de perto os pequenos barcos que insistem em cruzar a abarrotada baía do centro. Símbolos de “tempos que não voltam mais”, os Catraieiros testemunham que a história não consiste apenas do passado, mas se situa e se escreve no presente.

CALADO, de Lívia Gegenheimer. Documentário, Vitória (ES), 2014, Livre.  Grave e penetrante se incorpora à paisagem. O corpo estranho e majestoso em meio à metrópole. Calado é a profundidade que um navio imerge em água. Que imerge em nós.

PERTO DA MINHA CASA, de Carol Covre.  Documentário, Vila Velha (ES), 16′, 2013, Livre.

Em meio à uniformidade dos centros urbanos, encontramos pequenos pontos de resistência a esta forma.

CAVALO DE FERRO, de Gui Castor. Documentário, Vitória (ES), 16′, 2015, Livre. O que você faria se esta fosse sua última viagem?

 

*PROGRAMA 2 I DURAÇÃO: 63`

Em cartaz: 18/05, das 19h30 às 20h30

ILHADOS, de Lucas Bonini. Documentário, Vila Velha/Vitória (ES), 15`, 2015, Livre. Concluída em 1989, a terceira ponte é um marco da construção civil capixaba. Sob seu pilar central existe uma casa habitada por um pescador.

UMA, de Alexandre Barcelos. Experimental, Vitória (ES), 15′, 2011, Livre. O filme foi construído tomando como base o conceito de sincronicidade de Carl Gustav Jung, com cenas que sugerem elementos que se repetem em diversos lugares, ou simplesmente se conectam por semelhança de padrões, e assim compõem uma unidade conjunta de informações visuais. Assim, o filme sustenta uma ideia de unidade universal, de um todo comum, da Terra como organismo vivo, e nós como parte fundamental dessa jornada coletiva de ações, por meio de imagens que se relacionam visualmente durante todo o curta.

ILHAS CAYMAN, de Gabriel Perrone. Ficção, Vitória (ES), 15´, 2011, 12 anos. Motorista de taxi leva um passageiro que não sabe dizer o endereço do seu destino, mas ao dar as orientações pelo caminho, o taxista descobre estar indo para sua própria casa. Momentos críticos na vida de um homem podem ser a base para grandes mudanças.

NO PRINCÍPIO ERA O VERBO, de Virgínia Jorge. Ficção, Vitória (ES), 18′, 2006. Livre. É uma fábula composta de três estórias que se fundem num vai e vem lírico e bem humorado, procurando refletir sobre o conceito de verdade e nossa busca pelas explicações de fenômenos cotidianos.

 

*PROGRAMA 3 I DURAÇÃO: 54”

Em cartaz: 19/05, das 18h às 19h

DINOSSAUROS, de Eduardo Madeira. Ficção, Vitória (ES), 18′, 2015, Livre.  Lis quer se tornar um dinossauro.

CONFINÓPOLIS – A TERRA DOS SEM-CHAVE, de Raphael Araújo. Ficção, ES/Vila Velha (ES), 16’17”, 2012. 14 anos.  Confinópolis um lugar onde o totalitarismo reina e as pessoas são trancadas em seus próprios corpos. Contada em preto e branco, sem floreios ou discursos amistosos. Nesse cenário um sujeito sem nome começa a agir contra o patrulhamento imposto pelo totalitário Fechadura Hernandez, em suas buscas ele descobre que pode mudar a realidade do aprisionamento em Confinópolis.

REPOLHO, de Alexander Buck. Experimental, ES/Vitória(ES), 8’06”, 2015. 16 anos. Na gélida atmosfera da manutenção da vida humana, o repolho desperta para a consciência de si mesmo, um ser inerte, ceifado para ser armazenado como alimento, percebendo cada manifestação de sua forma nos múltiplos lugares onde o mundo exterior se desintegra.

MANADA, de Luiza Lubiana. Ficção, Vitória (ES), 12´, 2005. Livre.  Moça acorda desmemoriada. Ouve tambores. Corre até o som e encontra uma tribo de caçadoras de búfalos, e junto à tribo encontra o amor.

 

*PROGRAMA 4 I DURAÇÃO: 65’

Em cartaz: 20/05, das 18h às 19h

MELODIÁRIO SOBRE A OBRA DE JACEGUAY LINS, de Marcos Valério Guimarães. Documentário, ES/Vitória, 25’, 2015. Livre. Ensaio sobre a obra musical, cinematográfica e poética do Maestro, poeta, montador e trilheiro de cinema Jaceguay Lins. Artista da vanguarda musical brasileira na década de 1970, Lins fez trilhas e músicas para grandes nomes do cinema brasileiro.  Na década de 1980 veio reger a Orquestra Filarmônica do ES e passou a desenvolver pesquisas sobre a cultura popular, agregando a expressão folclórica às suas composições. Fez também inúmeras trilhas para o cinema capixaba.  Melodiário, seu trabalho derradeiro em disco, que sintetiza essa pesquisa, é o lugar de trabalho deste filme.

ILHADOS, Lucas Bonini. Documentário, Vitória/Vila Velha (ES), 15′, 2013, Livre. Concluída em 1989, a terceira ponte é um marco da construção civil capixaba. Sob seu pilar central existe uma casa habitada por um pescador.

MILAGRE, de Luiza Lubiana. Ficção, Vitória (ES), 15’, 2005. 12 anos.  Uma tribo de ciganos aloja-se na fazenda de um italiano. A filha do fazendeiro preconceituoso, apaixona-se por um dos ciganos. O pai mata o cigano e a filha se junta à tribo e roga a deus um milagre que lhe é concedido.

A FANTÁSTICA VIDA DE BAFFUS BAGUS BAGARIUS, de Alexander Buck. Experimental, ES/Vitória (ES), 13’37”, 2012. Livre. Exilado de seu mundo, Baffus Bagus Bagarius vaga pelas ruas da cidade até encontrar na publicidade a única forma de manter sua existência. Este é o seu desabafo. Um embate entre o racional e o imaginário.

*PROGRAMA 5 I DURAÇÃO: 73 `

Em cartaz: 22/05, das 17h às 18h

PÁSSARO DE PAPEL, de Léo Alves. Ficção, Muqui (ES), 20′, 2014. Livre. Um fotógrafo passa por um momento reflexivo e busca em si lembranças do passado, decidindo voltar momentaneamente ao antigo vilarejo onde morava com o pai. Lá, além de recordações de momentos que ainda parecem vivos e latentes, ele captará imagens de pessoas comuns do lugar que, aos poucos, passam a fazer parte de sua memória fotográfica. A partir das imagens, as pessoas são “conduzidas” para um quarto obscuro, um universo que desconhecem, uma gaiola invisível que condiciona a imagem e a mobilidade humana. Quem somos e para onde vamos através das fotografias?

A COR DO FOGO E A COR DA CINZA, de André Felix. Documentário, ES/Vitória, 25’19”, 2014. 10 anos. Wagner vive na favela e desde os 7 anos de idade é proprietário da Rede Metror, um canal de televisão feito de papel e lápis de cor. Após 11 anos e mais de 70 novelas transmitidas, Wagner dirige pela primeira vez atrizes reais.

ALI, NA COSTA PEREIRA, Matheus Costa, Henrique Gaudio, Ana Paula Gonçalves, Heitor Riguette. Documentário, ES/Vitória, 28′, 2011, Livre. O filme aborda a questão do uso do espaço público e os diferentes investimentos afetivos e simbólicos que a ele se direcionam. Trata mais especificamente de uma praça localizada na região central da capital Vitória. O que nos interessa é saber: o que pode um espaço?

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