Concerto com solo de harpa abre temporada 2019 da Sinfônica do Espírito Santo

‘Bienvenue 2019’ é o título das duas primeiras apresentações da nova temporada de concertos da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses). Sob a batuta do maestro Helder Trefzger e solo da harpista Maíni Moreno, de apenas vinte anos, as primeiras apresentações serão nos dias 12 (terça) e 13 (quarta-feira) de fevereiro, no Teatro Glória, com obras de Massenet, Saint-Saëns e Cesar Franck, nomes consagrados que estudaram e lecionaram no Conservatório.

A orquestra dá boas-vindas ao público com a lembrança de um dos mais tradicionais centros de ensino de música do mundo, o Conservatório de Paris, que há anos forma gerações de compositores e intérpretes.

O Conservatório de Paris se tornou um modelo de instituição de ensino musical, tendo sua estrutura reproduzida em muitos países durante o século XIX. A primeira peça da noite é do francês Jules Massenet, com sua obra Fête Bohème.

“Escolhi um dos movimentos da obra ‘Cenas Pitorescas’ de Massenet, que no português quer dizer Festa Bohemia. A obra é vibrante, alegre e alto astral, para começar bem a temporada”, afirma o maestro Helder Trefzger. Jules iniciou os estudos na música ainda muito jovem, quando ingressou no Conservatório de Paris. Aos 36 anos tornou-se o mais novo membro da Academia de Belas Artes e por dezoito anos foi professor no conservatório.

Na sequência, será tocada o concerto para harpa e orquestra do compositor francês Camille Saint-Saëns, chamado ‘Morceau de Concert’. Camille foi um prodígio musical, fazendo sua estreia em concertos com apenas dez anos de idade. Ele estudou no Conservatório de Paris e seguiu uma carreira convencional de organista de igreja. Era um grande compositor, pianista e também maestro. A obra de Saint-Saëns terá solo da harpista Maíni Moreno que conta a emoção que sente quando é escolhida para ser solista. “Já tive a experiência de tocar acompanhada por uma orquestra cinco vezes e todas as vezes parecem a primeira. Sinto um turbilhão de sentimentos”, conta.

Encerrando a apresentação da noite, a Sinfonia em ré menor do belga César Franck, conhecida como a mais famosa obra orquestral e também única sinfonia de autoria do compositor. Franck era um excelente organista, que inclusive tocava órgão na Catedral de Sainte-Clotilde, em Paris. “Toda sua obra foi muito trabalhada e ele era um compositor muito estudioso. Essa sinfonia tem uma característica muito especial, pois é uma obra cíclica. Os temas se repetem entre os movimentos, fazendo com que todos os momentos da música conversem entre si”, conta o maestro Helder.

Maíni Moreno

Solista da noite, a harpista Maíni Moreno iniciou seus estudos na música muito jovem, com apenas sete anos, em Tatuí, São Paulo. Frequentou masterclasses e teve aulas com professores da Russia, Alemanha, Holanda, Canadá, Itália e Estados Unidos, além da participação de importantes festivais, como os ‘Cursos de Férias do Conservatório de Tatuí’, ‘Festival de Música de Santa Catarina’ (FEMUSC), o ‘Festival de Campos de Jordão’ e o Festival ‘Música nas Montanhas’. Hoje mora no Espírito Santo, onde é a harpista da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo.

Texto: Erika Piskac

Foto: Marcelo Siqueira

Confira a programação:

Bienvenue 2019

Fête Bohème, da Suíte Scènes Pittoresques, de Jules Massenet

Morceau de Concert, para harpa e orquestra, de Camille Saint-Saëns

Sinfonia em ré menor, de Cesar Franck

Solista: Maíni Moreno

Regente: Helder Trefzger

12 e 13 de fevereiro, às 20h, no Teatro Glória.

Ingressos: R$ 10 (inteira), R$ 5 (meia-entrada e comerciários) e R$ 6 (comerciantes e conveniados).

Podem ser adquiridos na bilheteria do Centro Cultural Sesc Glória.

 

 

 

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